E se conseguisse “ler” melhor o seu filho?

Conhecer as motivações de um filho, as suas tendências, capacidades inatas e as razões por detrás de certos comportamentos, nem sempre é fácil e alcançável.
A diferença geracional, energética e espiritual dificulta o entendimento e aceitação dos pais perante aquele ser, que amamos com todas as forças, mas que tem a sua individualidade e sua forma própria de ser e a agir, dificultando por vezes um crescimento saudável e harmonioso dos filhos juntos dos seus pais e/ou educadores. Porquê faz ele isso dessa forma? Porque não age de acordo com as minhas expectativas? Porque é tão diferente?

E se conseguisse “ler” melhor o seu filho?
Ao observar as mãos de uma criança conseguimos penetrar num mundo, por vezes, até então desconhecido. Através dessa representação de carácter, conseguimos “ler” as suas motivações, presentes e futuras, apetência e potencial. As suas dificuldades e maiores carências.
Mergulhar no mundo consciente e inconsciente de um filho é aproximarmo-nos dele, cumprindo, no papel de pais e educadores, a aceitação.
Claro que podemos sempre aceitar de qualquer forma, contudo, aceitar não apenas por amor mas também porque em consciência entendemos o “porquê”, porque conhecemos as motivações e energia que animam e motivam aquele ser, que o fazem ser único e especial, é muito mais fácil, positivo e duradouro.
Uma criança ainda não tem todas as linhas marcadas, contudo as básicas, as que determinam o seu carácter e potencial, essas são inscritas na mão nos primeiros meses de gestação.

Se é, por natureza, um criativo e as minhas expectativas é que ele construa o seu futuro e carreira num plano racional e técnico, é meio caminho andado para frustrações e desilusões. Se a mão revela uma criança sensível e emocionalmente insegura, posso preparar-me melhor para lidar com essa característica, e contribuir para um crescimento mais estável e seguro. Se a criança revela grande capacidade racional e praticidade, posso alimentar essa sua natureza com actividades desafiantes e mentalmente exigentes… Enfim, “ler” melhor um filho é perceber a sua natureza, aceita-lo integralmente e contribuir para um crescimento mais seguro, harmonioso e são…